quarta-feira, 30 de março de 2011

Mr. Bungle - California (1999)


Hey folks!

Pois é, pois é, pois é... cá estou novamente reativando esse blog, que já sobreviveu a furacões, terremotos, monções, dilúvios, meteoros, WikiLeaks, Restart, enfim, tudo que você imaginar. Só que dessa vez, retorno sem aquela velha promessa de manter uma regularidade de postagens que eu não podia cumprir, ou não queria cumprir, enfim, não era possível. Culpa e preguiça à parte, vamos começar essa bagaça aqui duma vez.

Mr. Bungle é uma das milhares bandas das quais o Mike Patton fez parte e, mais importante, sempre foi o cabeça. E, assim como boa parte das bandas dele, Mr. Bungle tem dois pés, cabeça e tronco no experimentalismo, chegando a ter vários estilos musicais em uma música só. O Patton pra mim é uma espécie de Frank Zappa 2.0, tá ligado?

A história desse blog nos diz que os álbuns aqui postados estão sempre num nível de preferência elevado por parte do autor, então é meio desnecessário dizer que California é o meu disco predileto entre os que eu conheço do Mr. Bungle, já que não conheço todos. As músicas que eu acho que merecem uma atenção especial são "Pink Cigarette", "Sweet Charity", "Ars Moriendi" e "Goodbye Sober Day". Mas, pelo amor de Iemanjá, Deus, Exu, a entidade que você quiser, ouça o álbum todo (só eu mesmo acho que a galera vai ouvir só essas músicas apenas porque foram as únicas que eu citei, mas não custa nada falar né...)

Enfim, esse disco é muito bom, mas, assim como aconteceu comigo, é difícil gostar numa primeira escutada. Ouça mais de uma vez e creio que vá curtir uma coisa ou outra.

Baixem-no JÁ!

Link: http://www.4shared.com/file/pm6NN1Or/C1999.html

(Tracklist)
1. Sweet Charity*
2. None of Them Knew They Were Robots
3. Retrovertigo
4. The Air-Conditioned Nightmare
5. Ars Moriendi*
6. Pink Cigarette*
7. Golem II: The Bionic Vapour Boy
8. The Holy Filament
9. Vanity Fair
10. Goodbye Sober Day*

Bjunda.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Can - Soundtracks (1970)


E ae povo!

Novamente cá estou, depois de um MAIS UM longo tempo de pausas (já notaram que eu sempre começo as minhas postagens do mesmo jeito?)

Já que faz muito tempo que não posto, sem mais delongas, vou começar mais uma daquelas minhas descrições geniais dos álbuns.

Como vocês podem ver, Soundtracks é do Can (der), mas a diferença é que, além do Damo Suzuki nos vocais, está um cara com muita personalidade chamado Malcolm Mooney.

Com ele, o estilo do Can é bem diferente. Em "She Brings the Rain", por exemplo, rola uma mistura de Frank Sinatra com Jim Morrison/The Doors, coisa que jamais se espera com o Damo Suzuki.

Mas não se esqueça que a banda toda é a mesma (Karoli, Liebzeit, Czukay e Schmidt), ou seja, a qualidade instrumental é a mesma que de todos os discos.

Ah, outro detalhe: Soundtracks, como o nome do álbum já diz, são várias músicas que fizeram parte dos mais variados filmes.

Enfim, como vocês já devem ter notado, Can é Can e todos os discos merecem pelo menos uma chance, e Soundtracks é um deles.

Baixem-no JÁ!

Link:
http://www.4shared.com/file/S3SaVSvg/cst.html

(Tracklist)
1 - Deadlock
2 - Tango Whiskyman
3 - Deadlock (Titelmusik)
4 - Don't Turn the Light On, Leave Me Alone*
5 - Soul Desert*
6 - Mother Sky*
7 - She Brings the Rain*

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Titãs - Cabeça Dinossauro (1986)



Dae povo, saudades de mim?

Depois de mais um longo tempo sem postar absolutamente nada, cá estou eu escrevendo para vocês sobre um dos grandes e mais importantes álbuns da história da música brasileira.

Titãs, como muitos de vocês devem conhecer, é uma banda que já teve (e ainda tem) músicos muito talentosos: Nando Reis, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Sérgio Britto... enfim, grandes músicos.

O problema é que, na minha modesta opinião, o mais conhecido da obra deles pelo público, são músicas até fracas se comparadas com as que eu considero como a obra-prima deles. E nesse disco, Cabeça Dinossauro, existem uma série dessas músicas.

Esse disco pra mim teve uma importância grande, porque a partir dele eu comecei a prestar mais atenção nas bandas nacionais mais antigas e não-undergrounds, já que antes de ouvir Cabeça Dinossauro, eu achava que o que existia de bom de rock nacional se limitava a Módulo 1000, Som Imaginário, A Bolha, Terreno Baldio, enfim, bandas altamente undergrounds que ninguém nunca ouviu falar.

Sem mais delongas, vou falar sobre os componentes desse disco. Pra mim, é um disco com músicas muito bem encaixadas e compostas, apesar de eu ser capaz de concordar que, em sua grande maioria, são composições simples. Mas eu, particularmente, cago e ando se a composição é alucinante ou não, o que interessa é a música ser boa. Que, aliás, não é só a música que é boa, as letras deles também são igualmente simples mas também muito boas.

Agora sim, as minhas recomendações (tô achando que preciso mudar o nome desse parágrafo... talvez eu mude pra algo do tipo "as minhas preferidas"). Eu gosto muito de "Dívidas", "Tô Cansado", "AA UU", mas a minha predileta, de longe, é a "O Quê". Além dessas, acho que sou um dos poucos seres humanos que gosta tanto de "A Face do Destruidor" a ponto de ouvi-la durante uns 10 minutos seguidos. E, outra muito boa, é a "Estado Violência". Essas são as minhas prediletas, mas todas as músicas merecem atenção, como "Polícia" e "Família", que são super conhecidas.

Enfim, faça como eu e dê uma chance pro rock nacional bom de verdade. Esqueça que no Brasil bandas porcaria tipo NxZero, Strike, Forfun, Restart, INFELIZMENTE entre outras, existem.

Baixem-no JÁ!

Link: http://www.4shared.com/file/b1Eu8pY5/CD_online.html

(Tracklist)
1 - Cabeça Dinossauro*
2 - AA UU*
3 - Igreja
4 - Polícia*
5 - Estado Violência*
6 - A Face do Destruidor*
7 - Porrada
8 - Tô Cansado*
9 - Bichos Escrotos
10 - Família*
11 - Homem Primata
12 - Dívidas*
13 - O Quê*

Bjunda.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Can - Ege Bamyasi (1972)


E aí povo, tudo certin?

Bom, já que faz um bom tempo que eu não posto nada aqui, vou fazer um posto um pouquinho diferente e mais detalhado, falando do álbum música por música

Enfim, estarei comentando/pagando pau pra um dos melhores, bem feitos, ousados, criativos álbuns de todos os tempos: Ege Bamyasi do Can. Já postei um disco deles aqui, o Tago Mago, nem preciso dizer que você tem que baixar.
Enchida a lingüiça:

1- Pinch: Groove, groove, groove, groove, Jaki Liebezeit. Ele comanda praticamente todas as músicas do Can. Can é groove, mas também é música ambiente, e nisso Michael Karoli e Irmin Schmidt são mestres, pra não dizer deuses. Czukay segue Jaki Liebezeit com precisão milimétrica, com total humildade e modéstia. Damo Suzuki faz uma coisa incrível. Não só nessa como em boa parte das músicas, ele faz com que o vocal determine um ambiente! Tem que pagar um pau, não?

2- Sing Swan Song: Cara... a 1ª fez que eu ouvi essa música... eu achei que tinha pirado. Juro que estava indo conhecer outras dimensões... Sing, Swan e Song. Se você tentar, dá pra entrar em Alpha.

3- One More Night: Olha, pra ser bem sincero, eu não sou muito fã dessa música, mas ela não deixa de ser boa. Me parece que a idéia é transmitir uma noite urbana regada a jazz e vinho caro. Apesar de não me agradar, é uma música de muito bom gosto.

4- Vitamin C: Quando eu prestei atenção na bateria, eu achei que Liebezeit era um monstro. Sério, daqueles bem raivosos, peludos e grandes. Czukay criou um groove no seu baixo que eu nunca vi igual, combinando perfeitamente com a metralhadora no pé de Liebezeit. Karoli arranhando a guitarra com humildade, Schmidt criando o ambiente misterioso da música e Suzuki berrando nos momentos certos e sussurando nos momentos perfeitos. Boa pra cassete.

5- Soup: Não se deixe enganar. Essa música começa com uns negócios meio esquisitos, mas quando ela cresce... é puro groove n' roll ! Liebezeit bota MUITO, mas MUITO baterista "pop" no CHINELO com essa música. Karoli então, vixi, nem se fala. Escolhe muito bem as notas numa simples pentatônica. Czukay consegue ser criativo até quando a cena é do Liebezeit e do Karoli. Suzuki com seus berros roucos e sem sentido completam a cena. Mais tarde, Schmidt entra com mais vigor no momento perfeito, retomando a psicodelia e finalizando. Du ca.

6- I'm So Green - Ahhh, uma funkerinha jazzistíca! PERFEITA! Karoli mostra toda a sua criatividade, sendo modesto e genial ao mesmo tempo, enquanto Liebezeit, como de costume, cria o tempo e comanda a música. Damo com suas letras geniais e melodia vocal inventadas na hora fazem muito letrista babar. Czukay ainda arregaça as mangas e acompanha a guitarra de Karoli. Muito boa.

7- Spoon - Cowbell, cowbell, cowbell! Que musicão pra fechar o álbum hein! Liebzeit fazendo uma batida meio parecida com bossa nova, sei lá, algo assim. Schmidt criando a ambiência perfeita pra o baixo dissonante de Czukay. Bends perfeitos no momento certo e ligados geniais definem Karoli. Kenji ''Gênio'' Suzuki alternando entre vocais agudos, graves, médios. Chave de ouro.

Enfim, depois dessa análise de deixar muito crítico de música boquiaberto e ajoelhado perante a minha superioridade (você pode não acreditar, mas já aconteceu), você vai ser obrigado a baixar esse disco, vai não? Eu te convenci, pode confessar!

Baixem-no JÁ!

Link: http://www.4shared.com/file/gi65UUiN/1972_Ege_Bamyasi.html

(Tracklist)
1. Pinch
2. Sing Swan Song*
3. One More Night
4. Vitamin C*
5. Soup*
6. I'm So Green
7. Spoon*

Bjunda.

domingo, 27 de junho de 2010

Rage Against The Machine - The Battle Of Los Angeles (1999)



E aí galera, como estão?

Bom, vou postar um álbum aqui em homenagem ao um amigão meu que sempre apoiou esse blog, vem aqui, comenta, tá sempre visitando e tal, o meu grande parceiro Malafaia (não é o pastor). Confesso que demorei pra fazer essa postagem, já que ele me dá uma força desde que eu criei esse blog, ou seja, faz quase um ano já... pelo menos na teoria, já que eu me desanimei e parei de postar por algum tempo e tal.

Mas, nem só de homenagem vive essa postagem. Também é porque esse álbum é bom pra caralho e tem uma grande importância na minha vida musical.

Acho que a maioria de vocês já deve ter pelo menos ouvido falar do Rage Against the Machine. Eles tiveram um tempo de fama, nos tempos que a MTV tocava coisas boas tipo Faith no More, o próprio RATM, enfim.

Escolhi o "The Battle Of Los Angeles" porque é um disco que a maioria dos fãs de RATM conhece, mas deixa meio de lado em troca do primeiro disco deles, que é o meu predileto e do Malafaia também.

Mas, novamente, nem só de favoritismo viverá essa postagem, já que nesse disco estão presentes a maioria das músicas mais famosas do RATM, mas vou falar delas no próximo parágrafo.

Pronto, chegou o parágrafo que todo mundo gosta, admira, implora pra eu fazer, enfim: Recomendações.

Ouça "Guerilla Radio" que eu creio que seja a música mais famosa do RATM junto com "Killing In The Name Of" que não está nesse disco =(. Depois, ouça "Sleep Now In The Fire" e "Testify", acho que são as mais pesadas desse disco também. Depois, ouça "Mic Check" e "Ashes in the Fall", que são muito boas também.

Enfim, taí um disco que qualquer um que gosta de rock vai gostar, nem que seja de só uma música.

Baixem-no JÁ!

Link: http://www.4shared.com/file/frh9K0qe/aiasfhia.html

(Tracklist)
1.Testify*
2.Guerrilla Radio*
3.Calm Like a Bomb*
4.Mic Check*
5.Sleep Now in the Fire*
6.Born of a Broken Man*
7.Born as Ghosts
8.Maria
9.Voice of the Voiceless
10.New Millennium Homes
11.Ashes in the Fall*
12.War Within a Breath

Bjunda.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

War - The World Is A Ghetto (1972)



E aí meus caros e raros leitores, estan bien?

Bom, hoje vou postar um álbum de uma banda que muitos de vocês já devem ter ouvido, mas não sabem disso... tipo aquelas músicas que tocam em filme e tal, ou que são samples de outras músicas, enfim.

War é uma banda daquelas de funk rockzão mesmo, dos anos 70. Mas, dentro do funk, é a primeira vez que é falado sobre o gueto, a vida das pessoas mais carentes e tal, sem ser com uma perspectiva totalmente pessimista. Vejo mais como uma constatação da realidade de uma forma como quem diz: "Há esperança".

E o "The World Is A Ghetto" constata bem isso, tanto através das letras como pela sonoridade. Mas, o que mais me espanta nesse disco, é a qualidade musical dele. Todas as músicas foram muito bem compostas, muito bem executadas pelos músicos, bem cantadas. Poucos discos daquela época sairam com tanta qualidade como esse.

Mas bom, como a idéia é fazer um texto curtinho, vou direto pras recomendações. Comece ouvindo "Bettles In A Bog", até porque é a mais curtinha deles e tal. Depois, parta pra minha predileta "The World Is A Ghetto", que é uma mostra da qualidade que eu citei anteriormente. "Four Cornered Room" e "Where Was You At" é uma boa pedida pra seguir essa linha, mas acho que tanto faz a partir daí.

Bom, esse álbum pra mim também faz parte das minhas recentes descobertas musicais. É um disco muito bom, mas não é qualquer um que gosta.

Baixem-no JÁ!

Link: http://www.4shared.com/file/NAaBTbHw/The_World_Is_A_Ghetto.html

(Tracklist)
1.The Cisco Kid
2.Where Was You At*
3.City, Country, City
1.Four Cornered Room*
2.The World Is a Ghetto*
3.Beetles in the Bog*

Bjunda.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Rogério Skylab - Skylab II (2001)


E aí povo, como estão?

Seguinte, vou postar pra vocês agora um álbum dum dos mais geniais músicos brasileiros da atualidade.

Talvez você já tenho visto ele no Jô, ele foi lá várias vezes, o Jô também é fã pra carvalho dele, tanto que convidou o Skylab pra fazer um show na sua casa e tudo mais.

Agora, falando do próprio Skylab, o cara é a personificação da loucura. Se você já assistiu (se não assistiu, vá no YouTube e assista) as entrevistas dele, é um cara bem piradão e engraçado, assim como sua música. Pra mim, é bem melhor que Mamonas no que se diz respeito a esse estilo trash de fazer as músicas.

Bom, "Skylab II" é mais um dos vários discos desse gênio contemporâneo. Escolhi-o porque é o meu predileto dele, não tem nada de mais especial em relação aos outros (se você estiver lendo Rogério, por favor, me corrija!), já que segue a linha freak da maioria dos discos dele.
Ah, outra coisa, esse daí é o "Skylab II Ao Vivo", que é diferente da versão estúdio porque o estilo é um pouco menos roqueiro em algumas músicas e mais, digamos, bossa-nova.

Então, eu recomendo que vocês comecem ouvindo "Matador de Passarinho" porque é uma das mais famosas dele, senão a mais. Depois, ouça "Moto-Serra", "Convento das Carmelitas" e "Naquela Noite". Daí, parta pra parte mais rock do disco, que é "Carrocinha de Cachorro Quente", "Metrô" e "Carne Humana". A partir daí, você já vai estar familiarizado o suficiente com o estilão dele e vai conseguir sacar todas as outras.

Enfim, Skylab, como eu disse, é um dos gênios da música brasileira da atualidade, então vale muito a pena dar uma chance pra ele mostrar o seu valor aos seus ouvidos.

Baixem-no JÁ!

Link: http://www.4shared.com/file/-eHD-n0A/Skylab_II.html

(Tracklist)

1.Metrô*
2.Jesus
3.Carne Humana*
4.Moto-Serra*
5.Naquela Noite*
6.Convento das Carmelitas*
7.Derrame
8.Urubu
9.Matadouro das Almas
10.Sensações
11.Música Suave
12.Ato Falho*
13.Carrocinha de Cachorro Quente*
14.Privada Entupida
15.Funérea
16.Cú e Boca
17.Samba
18.Matador de Passarinho*

Bjunda.